Escolinha e Berçário A adaptação é de quem mesmo?


Olá Mamães!!


As aulas voltaram, fim de férias e carnaval. E mesmo para aqueles que já frequentam a Escolinha ou o Berçário essa é uma época de adaptação.


Aqui em casa estamos novamente em adaptação. Sim, digo estamos porque a adaptação também é nossa pelas seguintes razões: 1) Mãe e pai estão sempre ajustando-se às fases do filho. Principamente a mãe, que desde a gestação já sabe o que é daptar-se ao bebê que desenvolve a cada dia. Essa é uma das coisas que descobri com a maternidade, a adaptação faz parte do nosso dia a dia e não existe ser mais resiliente para isso do que nós mães rs.

2) Depois de tantos dias juntos em casa, também ficamos morrendo de saudade e querendo Bis. 3) Se eles choram com a distância nosso coração também fica angustiado. E assim como eles também precisamos lidar com sentimentos.


Confesso que eu não sou o tipo de mãe super bem resolvida com essa questão de ficar tantas horas longe. Apesar de saber da importância de trabalhar e etc...Sempre fico com o coração dividido e me perguntando: "Até onde isso é o melhor?".


Hoje em dia, lidar com esse dilema está um pouco mais tranquilo para mim, pois apesar da Lú ainda ser bebê, já não é mais tão dependente. Começou a andar, está aprendendo a se comunicar e chegou na fase que realmente precisa de contato com outras crianças.


Não sou um grande exemplo no assunto, mas tenho me empenhado bastante para tornar positiva a experiência do berçário para a minha filha. E também aprendi bastante nesse primeiro ano com os erros e acertos. Por isso, vou compartilhar com vocês algumas dicas para ajudá-las a fazer desse limão uma limonada, ok? rs.


1) Pesquise bem as escolinhas, visite e peça indicações de outras mães. Mas não deixe de seguir a sua intuição. Seu coração tem que estar em paz com a escolha.


2) Faça uma adaptação gradativa e sem pressa. Programe-se para isso. Não deixe para a última semana da licença maternidade. Caso não seja o retorno da licença, mas é a primeira vez que o

(a) pequeno (a) vai para a escolinha, tente programar férias no trabalho para estar disponível para a adaptação.


3) Seja paciente. Cada um tem o seu tempo e personalidade. Para uns o processo será mais rápido, para outros mais lento. Respeitar essa individualidade é importante. Evite comparações.


4) Mande alguns objetos e brinquedos de casa, coisas que seu bebê saiba que é dele e que o deixa feliz. Isso poderá ajudar a confortá-lo até que ele crie vinculo com o novo ambiente. No caso de crianças maiores deixe participar da escolha do material, da Mochila. Sem ser cansativa, vá conversando todos os dias um pouquinho sobre assunto.


5) Chorar na hora da despedida é inevitável, e como eu sei disso!! rs. Mas seja forte! mantenha o foco no objetivo "fazer dessa uma experiência positiva". Chorei muito no começo e as vezes ainda choro (um pouquinho rs), mas nunca na frente da Lú. É super normal estarmos inseguras nesse momento, mas tente não demonstrar isso para seu(a) pequeno (a).


6) Seja breve na despedida. Isso não quer dizer que é para ser fria e não se despedir rs, apenas não fique prolongando.


7) Mantenha sempre uma boa conunicação e bom relacionamento com a escola e cuidadoras. Não tenha receio de esclarecer suas dúvidas e passar as orientações que achar necessárias.


8) Seja perseverante. Sim, seu filho ficará algumas vezes doentinho, poderá no começo alterar o padrão de sono e ficar mais agitado. Algumas vezes você poderá até sentir aquela angústia e vontade de jogar tudo para o alto. Mas fique tranquila, isso faz parte e logo tudo se ajeita. Mantenha o foco nos pontos positivos.


9) Priorize os momentos juntos. Sei que quando chegamos do trabalho estamos cansadas e cheias de tarefas, mas não se cobre tanto. Aproveite essas horinhas para cuidar, brincar, abraçar e beijar seu pequeno (a). Essa troca de carinho é essencial principalmente para ele (a).


10) Dica de leitura: No Livro da Tracy Hogg, "Mais segredos da encantadora de bebês", no capítulo seis, ela fala sobre o dilema "me ajuda/me solta", onde as crianças querem explorar, mas também querem ter certeza de que aquilo que conhecem numa ficará muito distante. Elas querem independência, mas também desejam saber que o pai ou a mãe está bem ali, a cada passo assustador do caminho.


É isso meninas...Espero ter ajudado um pouquinho.


Grande beijo.


Fabielle Leite

#adaptaçãoescolar

Incrível Maternidade
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